Resenha do Artigo da ARIC:
INTERCULTURALIDADE, EXPERIÊNCIAS ESTÉTICAS
E PRÁTICAS EDUCATIVAS
Célia Maria de Castro Almeida
No texto, a autora fala da influência dos fatores culturais e sociais para constituir saberes docentes e a mediação destes na aprendizagem. Segundo a autora “quanto maior e mais variado for o repertório cultural de professores e professoras, mais numerosas e apropriadas serão as escolhas possíveis para mediar a construção de conhecimentos escolares”(Almeida, p.4 - 2009).
A autora então buscou pesquisas sobre o perfil de professores e professoras da educação básica que indicam que estes compartilham com discentes uma mesma cultura de massas, que homogeneíza. Por causa de baixos salários e jornada de trabalho intensa os professore não se sentem incentivados para o contato com a arte.
Além disso, as ações culturais com financiamento público acabam não atingindo uma grande parte da sociedade por que se limitam ao centro das grandes cidades e por que muitas vezes valorizam somente a cultura erudita. A autora cita Isaura Botelho, que sugere a troca do termo democratização da cultura por democracia cultural – ou seja a valorização de diferentes culturas.
O ensino escolar ainda não respondeu às “novas e inconstantes configurações do mundo atual: persiste a tradição que fragmenta e hierarquiza o conhecimento (...) escola valida e valoriza determinados aspectos culturais a despeito de outros”.
A autora então propõe uma “educação estática intercultural que possa abarcar modelos culturais diversos que interajam na formação de docentes e discentes para legitimar suas culturas de origem e a cultura erudita. Essa educação traz elementos de formação da identidade pessoal e coletiva, compreendendo a valorização das diferenças Uma educação que considere tanto a cultura erudita como a de massa e que reflita a origens e contextos dessas diferentes culturas. Nesse sentido é preciso superar a homogeneização cultural, e “selecionar fragmentos culturais para se tornarem conteúdos escolares” o que pode gerar constantes contradições, e a partir delas respeitar as diferentes visões de mundo.
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